O bilhetinho esperto e nossos índices de analfabetismo
Na semana passada, um bilhetinho super fofo e espertalhão de um menino de 5 anos “viralizou” na internet. O menino Gabriel escreveu um bilhete para a mãe, como se fosse a sua professora, a Tia Paulinha, dizendo que poderia ser feriado e que não haveria aula no dia seguinte. Além de ser o retrato do que se passa na cabeça de uma criança que está descobrindo o mundo, o bilhete, escrito praticamente sem erros e com letra firme do tipo palito, mostra o quanto é natural para crianças de meio urbano aprenderem a ler e a escrever entre os 4 e 5 anos, se, e apenas, se, forem expostas à lógica do código alfabético, à correspondência grafema-fonema (ahhhhh, o bê-a-bá?!?! – coitadinho…..), a materiais para rabiscar e estimulados a se comunicar com intenção clara, com vocabulario preciso e expandido. No caso do nosso rapazinho, a intenção era faltar à aula no dia seguinte, sabe-se lá para fazer o quê!!
O expertos que se apoderaram da construção da Base Nacional Comum Curricular retiraram qualquer menção à estabelecer habilidades de leitura e de escrita formal para a etapa de educação infantil. Se todas as escolas brasileiras se pautassem por essa abordagem irresponsável de negar aos alunos pequenos um aprendizado que, bem conduzido por professores bem formados, é absolutamente natural, não teríamos lido o bilhetinho do Gabriel. Acontece que quando ensinar as habilidades iniciais de leitura e escrita a partir da educação infantil não está na norma – e perdemos a oportunidade de alinhar a normativa constituída pela BNCC com seus pares de países desenvolvidos – quem sofre sempre são os alunos mais pobres ou vulneráveis. Quem tem mãe educada e atenta acaba produzindo pérolas como a do Gabriel.
Com isso, quero novamente afirmar que o que fizeram com a BNCC deixando-a pouco clara e ambiciosa para o processo de alfabetização tem consequências sérias, em geral para os que mais precisam de normativas claras para protegê-los dos perigos do mundo. Entre eles, ser analfabeto!
Dois relatórios divulgados neste mês de agosto expõe a questão do analfabetismo geral na população – o INAF – Indicador de Alfabetismo Funcional do Instituto Paulo Montenegro e da Ação Educativa e o Relatório SAEB-ANA 2016 Panorama do Brasil e dos Estados.
O primeiro que é a 10ª edição (a mais recente) de um relatório publicado pelas instituições aproximadamente a cada dois anos desde 2001. O estudo estatístico de uma amostra da população economicamente ativa, definida pelo IBGE como as pessoas que têm entre 15 e 65 anos, mostra os níveis de alfabetismo dessa faixa. A novidade desta edição é um histórico de todas elas, mostrando o seguinte:
a) a queda geral da proporção de analfabetos nessa faixa etária de 12% para 4% e de alfabetizados rudimentares de 27% para 22%;
b) o aumento dos níveis elementar e intermediário de, respectivamente, 28% para 34% e 20% para 25%;
c) a estagnação do nível mais alto, proficiente, em 12%!!
d) em relação aos níveis de escolaridade, apresentam níveis proficientes de leitura os entrevistados que chegaram (mas não necessariamente concluíram) ao ensino médio – 12% e ao ensino superior 34% !!!
e) 71% dos proficientes estavam empregados, contra 46% do grupo dos analfabetos.
O segundo relatório é do Inep, órgão do MEC que coleta e compila os dados das avaliações educacionais em nível federal no Brasil. Os dois são de certa forma complementares porque o do Inep mostra a situação de leitura, escrita e Matemática para os alunos das escolas públicas ao final do 3º ano do ensino fundamental.
Os números não são novidade, mas vale lembrá-los: para o conjunto dos alunos do Brasil, apenas 13% se mostram proficientes em leitura e 8% em escrita! Ou seja, nós queimamos a largada com o nosso futuro. O estado com melhor desempenho é MG, com 23% de alunos no nível mais alto de leitura e 16% no de escrita.
Este relatório do Inep é bem interessante porque traz amostras das questões e o desempenho dos alunos por nível, o que é bem interessante para os professores, além de organizar as informações de desempenho. A grande novidade que a BNCC trouxe a respeito da avaliação da leitura e escrita (e também de rudimentos de Matemática) é que a avaliação será passada para o 2º ano do ensino fundamental. Isso colocará mais pressão nos sistemas municipais e estaduais para fazerem os alunos aprenderem mais, apesar de não ter havido grande progresso na especificação da alfabetização na nova normativa curricular brasileira, como já falei aqui neste blog muitas vezes.
Preparem-se mamãe de todo o Brasil: os bilhetinhos com alerta de suspensão das aulas vão começar a chover nas suas casas!!
E o PISA? É coisa nossa…
Este era o post da semana passada, que esqueci de publicar…desculpem, leitores!
Quando eu era pequena, não perdia o program do Silvio Santos nenhum domingo. Havia um quadro com jurados e na hora de formar a mesa, a cada entrada dos membros tocavam uma musiquinha que falava o nome do jurado e um jinglezinho: é coisa nossa, mas que vai vai, mas que vai vem… então, quando algo importante entra em um cenário, estou condicionada a lembrar da musiquinha que introduzia as celebridades de então, que compunham o conjunto de avaliadores do programa de calouros do Sílvio.
O PISA está na área! O Pisa é coisa nossa! Quem nos lembrou isso é a repórter Renata Carfardo do Estadão, em mais um furo de reportagem (lembram que foi ela que dedurou o vazamento das provas do Enem em uma gráfica?). Ela conseguiu descobrir uma escola onde a prova internacional estava sendo aplicada e foi lá entrevistar os alunos. Essa informação costuma ser top secret, então foi uma sacada ela ter ido lá acompanhar a aplicação dessa importante prova, desconhecida pelo educadores brasileiros. O público só sabe do Pisa, no máximo, a posição no ranking, o que é normal. Mas para os educadores e autoridades educacionais para além do Inep (que coordena no Brasil a aplicação da prova) é essencial conhecer os aspectos técnicos de sua elaboração e o que seus relatórios revelam para o desenho e implementação de políticas públicas.
O Pisa existe desde 2000 e é aplicado para estudantes de 15 anos (entre 15 anos e 3 meses e 16 anos e 2 meses completos no início do período de testes) que estejam regularmente matriculados instituições formais de ensino, a partir do 7º ano. Assim, os alunos brasileiros que estão fora da escola e com atraso escolar de mais de 3 anos não fazem a prova. No Brasil, a série modal de aplicação do Pisa é o 10º ano, ou seja, o 1º ano do Ensino Médio. O exame foi concebido dessa forma porque tem como objetivo indicar para os países participantes o que é que os alunos que estão concluindo o que, na maioria deles, é a conclusão da educação básica e compulsória. Ou seja, medir a capacidade que os egressos do sistema mais básico de educação, no qual, em geral, os alunos estão submetidos a um único currículo, teriam para continuar estudando e aprendendo, como forma de prever a composição de capital humano de cada país.
Em 2018 são 78 países participantes, número que vem aumentando bastante desde a primeira edição de 2000, que começou com 32, sendo que 28 deles eram membros da OCDE. O Brasil, embora não membro, participou desde a primeira edição. Foi uma decisão muito ousada do Ministério da Educação à época, pois eles sabiam muito bem que os alunos brasileiros iam se sair muito mal. Mas também sabiam que o Pisa seria um importante instrumento de cobrança de qualidade de ensino, em um país em que a maioria da população não tem a menor ideia do que seja educação de qualidade.
E é exatamente por isso que me espanto quando pergunto em todas as palestras e encontros que tenho com educadores se eles já leram algum relatório de resultados ou dos aspectos técnicos do Pisa e a resposta é, para a quase totalidade das platéias, um sonoro não…
Em primeiro lugar, os relatórios técnicos do Pisa são bastante claros e explicam como os exames são preparados, o que é uma questão fácil, de nível 2 e uma questão muito difícil (que um em cada 10 acertam), do nível 6. As provas contam com questões de múltipla escolha, e dissertativas curtas e longas. Para a compreensão leitora, por exemplo, é muito interessante entender o tipo de texto que a prova apresenta. Quem for estudar as questões do Pisa vai perceber que tanto os textos, quanto as perguntas são muito diferentes das que os alunos estão acostumados, como Prova Brasil e até o Enem. Os textos chegam a ser bem mais complexos e as perguntas idem, pois são elaborados para cobrir todas as categorias de mobilização cognitiva descritas pela taxonomia de Bloom, outra referência técnica banal fora do Brasil, mas simplesmente ignorada por aqui.
Assim, recomendo que as equipes de secretarias de educação e de escolas, tanto públicas, quanto privadas, passem a estudar o Pisa e seus produtos. Não para melhorar a nota do Brasil no teste, pois, pelo menos para 2018, não dá mais tempo. Mas para aprender mais sobre as questões que revelam o que está por trás das notas e como fazer até para melhorá-las, mas, principalmente, para fazer com que os alunos aprendam a raciocinar de formas mais sofisticadas.
No site PISA Products, é possível baixar todos os relatórios técnicos que embasam a elaboração das provas (Assessment frameworks: Theory behind the surveys – what they aim to achieve and how they’re developed) e até fazer um simulado!
O relatório de 2015 se chama ” Excellence and Equity in Education“!! Que exatamente a inspiração desde blog que acredita que podemos ter no Brasil a excelência acadêmica para todos. Mas sem entender o Pisa e os currículos dos países desenvolvidos, vai ficar muito difícil conseguir qualquer uma delas…
Operação Prato Feito e o desepenho da alfabetização nos municípios de São Paulo
Imagino que qualquer pessoa que tenha visto as reportagens sobre a Operação Prato Feito tenha ficado roxo de indignação! Quem milita na área, então, como eu, chegou a sair fumacinha das orelhas…
http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2018-05/pf-atualiza-numeros-da-operacao-prato-feito
No site do Ministério Público Federal foi publicada uma lista com as cidades onde encontraram irregularidades:
A Operação Prato Feito detectou irregularidades nas cidades de Águas de Lindoia, Araçatuba, Araras, Barueri, Caconde, Cosmópolis, Cubatão, Embu das Artes, Holambra, Hortolândia, Itaquaquecetuba, Jaguariúna, Laranjal Paulista, Leme, Mairinque, Mauá, Mogi Guaçu, Mongaguá, Monte Mor, Paulínia, Peruíbe, Pirassununga, Registro, São Bernardo do Campo, São Paulo, São Sebastião, Sorocaba, Tietê, Várzea Paulista, Votorantim.
Resolvi entender como estão os resultados educacionais dessas cidades citadas em seu conjunto e destacar três delas. Uma vez que não temos conhecimento exatamente há quanto tempo esses esquemas estavam sendo operados em cada cidade, apenas uma indicação geral da PF e MPF de que eram esquemas, longevos, ativos por mais de 20 anos, escolhi as cidades de Monguaguá, Barueri e Embu das Artes, porque nas reportagens sobre o caso apareceram questões que chamaram a minha atenção. Resolvi olhar o resultado delas mais de perto:
a) Mongaguá – onde a PF encontrou um expressivo volume de dinheiro em espécie ;
b) Barueri – cidade com PIB percapita dos mais altos do Estado (R$ 182 mil – 11º no ranking do País) e onde a Prefeitura tem sido envolvida em questões com a polícia e a Justiça de maneira recorrente, além das supeitas levantadas na Operação;
c) Embu das Artes – onde além de envolvimento nesta operação específica, o Prefeito encontra-se envolvido em graves suspeitas.
Então vamos aos dados. Em primeiro lugar, em relação ao conjunto do Brasil e às escolas do Estado de São Paulo. O gráfico a seguir mostra que, para a alfabetização, medida pela ANA de 2016, os alunos de mais baixa renda em escolas de municípios incluídos na Operação Prato feito (OPF) estão, aparentemente, em desvantagem em relação aos seus pares do Estado de São Paulo, mas não em relação ao restante do Brasil, onde há muitas escolas com resultados piores. Abaixo de 525 pontos a criança mal compreende o que lê no 3º ano do ensino fundemantal.

Em Barueri, uma cidade “rica” com PIB percapita de R$182 mil, mas onde 34,5% da população conta com renda familiar de até 1/2 SM poderia oferecer educação de melhor qualidade à sua população mais pobre, como se vê no gráfico. Mas o que se vê é que as melhores escolas com alunos de NSE mais baixo (17 – médio baixo e 18 médio) apresentam desempenho pior que seus pares no Estado de SP.

O que também ocorre em Embu das Artes e em Mongaguá:


Muitas informações podem ser tiradas das bases de dados públicas, como essas que geraram os gráficos acima, mas será importante conhecer melhor a duração e o escopo das falcatruas envolvendo escolas nesses (e em outros, óbvio) municípios. Os gráficos mostram que se pode fazer mais, com menos. E que alunos de NSE baixo em outras cidades fora do Estado de São Paulo e fora da OPF apresentam desempenho melhor que estas. Quanto mais transparência, melhor!
O “strike” do Ceará no analfabetismo escolar e as novidades para 2018
Não é novidade que o Estado do Ceará vem melhorando muito a capacidade de alfabetização das escolas municipais que estão em seu território, por meio de um Regime de Colaboração que realmente funciona. A pesquisadora Catarina Segatto mostrou isso em sua tese e em artigos acadêmicos.
O que é interessante, do ponto de vista da educação, é ver, no detalhe, como um Estado pobre, muito mais pobre que os do Sudeste e Sul em termos de PIB percapita e de renda média da população, que, como sabemos tem alta relação com os resultados dos alunos, induz práticas de qualidade em seus 184 municípios, que é onde a educação realmente acontece. No Ceará a educação é praticamente 100% municipalizada nas duas etapas do ensino fundamental, para além da creche e educação infantil.
Hoje vou mostrar exemplos de materiais didáticos de alta qualidade que o Governo Estadual disponibiliza para “seus” municípios. E, como estão na internet, para quem mais quiser usar, inclusive escolas particulares, muitas delas ainda com dificuldade de alfabetizar seus alunos logo no início da escolarização.
O gráfico a seguir mostra as notas da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), que é aplicada aos alunos de 3º ano das redes públicas do Brasil. Em azul, as notas das escolas do Brasil como um todo, em verde só as do Ceará. As notas estão distribuídas pelo nível socioeconômico médio das escolas, informação que consta da base de dados da ANA de 2016. Como se vê, alguns dos alunos mais pobres do Ceará alcançam proficiência em leitura melhor que os seus pares de NSE alto ou mto alto de outros estados.

Eles fazem isso com uma série de políticas de indução, que inclui premiações, pareamento de escolas muito boas com as que precisam de mais ajuda e repasses condicionados das cotas de ICMS. Isso tudo está explicado pela Catarina Segatto. O que eu quero mostrar hoje são os materiais que o Estado disponibiliza no site do Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC) na internet. É meio complicado de achar e é possível que educadores que não são do Estado nunca tenham ouvido falar nesses materiais, para os quais hoje gostaria de indicar o caminho.
O site completo é este aqui, mas os materiais de alfabetização do PAIC estão aqui. E a novidade que me fez escrever este post são os planos de aula novos de 2018, que levam em conta o currículo do Estado e a BNCC (mais o primeiro que o segundo!!). São planos de aula completos para 8 semanas de aula no caso de Língua Portuguesa e 4 para Matemática, para todos os anos do ensino fundamental 1. Está tudo ali, explicadinho em detalhes, desde como organizar a semana:

Até a organização de cada dia de atividades pedagógicas em si, que mostram como os alunos deverão ser alfabetizados, já sendo estimulados a ler textos autonomamente ao final do segundo mês de aulas do 1º ano, evoluindo para textos mais desafiantes e interessantes e respondendo questões idem a cada ano. No material do 1º ano não estão incluídos os textos, mas o Estado já tinha disponibilizado um conjunto deles anteriormente aqui, aqui e aqui.
Muito legal! Valeu Ceará!
Link para o livro “Da linguagem oral à língua escrita”
Presentinho de véspera de Dia do Trabalho, com uma homenagem nossa todos os trabalhadores, particularmente aos trabalhadores da educação! Mas o livro é muito legal para pais também!
Trata-se do livro Da Língua Oral à Língua Escrita: desenvolvimento dos 3 aos 6 anos para pais e professores das fonoaudiólogas Renata Mousinho, Evelin Schmid, Fernanda Mesquita e Gladis dos Santos que são fonoaudiólogas, especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ligadas ao Projeto ELO – escrita, leitura e oralidade. Esse projeto fica localizado no Centro de Referência em Dislexia da UFRJ, localizado no Instituto de Neurologia Deolindo Couto da mesma universidade, no campus da Praia Vermelha, pertinho do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. O Projeto ELO atende 50 crianças em idade escolar em um ambulatório de transtornos da leitura e da escrita, oferece também orientações a pais e palestras para profissionais.
As quatro profissionais do Projeto escreveram o livro e disponibilizaram a versão em PDF para que as famílias e profissionais da educação pudessem ter acesso sem custo. A versão em papel foi distribuída gratuitamente, entre outras, para os profissionais da educação da Prefeitura do Rio de Janeiro. Quem se interessar, pode baixar o arquivo e imprimir o seu para grupos de estudo, por exemplo. Esse projeto teve o patrocínio do Instituto ABCD (do qual sou conselheira), que trabalha o tema da dislexia e transtornos de aprendizagem em várias frentes.
O livro explica em termos super simples o que é a linguagem oral e a escrita e como elas são inerentes à convivência social entre seres humanos, embora aprender a se comunicar oralmente seja bem mais fácil e natural que a ler e a escrever. COmentário meu: essa diferença é a raíz de um dos problemas mais sérios da educação brasileira – tem muita gente da área que acha que é quase a mesma coisa….aí todo mundo aprende a falar, mas só a metade dos brasileiros que frequentam a escola aprendem a ler e a escrever corretamente.
A linguagem e suas formalidades não são algo feito para encher a cabeça ou oprimir quem não fala corretamente, uma percepção bastante difundida, mesmo entre educadores, que, por exemplo, acham que Gramática é algo menos importante. As regras de cada língua ajudam a organizar as ideias para que se possa comunicar de maneira efetiva. Esse processo começa com os bebês!
O livro explica em detalhes cada etapa do desenvolvimento das crianças, dos 3 aos 6 anos de idade, com exemplos bem simples para que qualquer um possa acompanhar. A terceira parte explica como cada tipo de brincadeira ajuda no desenvolvimento global das crianças. As inocentes brincadeiras fazem parte da intenção de desenvolver as crianças e fazer com que elas aprendam….
Boa leitura!