Arquivos Mensais: março \30\UTC 2015

A Pátria Educadora e o novo Ministro da Educação: grandes desafios de gestão e um filósofo

Para montar um quadro de expectativas para a gestão do novo ministro vou usar 3 parâmetros:

  1. Tentar adivinhar o que seja a Patria Educadora, pois o slogan deveria traduzir uma premissa de programa de governo ao qual os ministérios têm de se adequar,
  2. Se Pátria Educadora é cumprir o Plano Nacional de Educação (PNE), podemos esperar para a educação até 2018 um choque de gastos, mas não um choque de qualidade
  3. A experiência e a produção acadêmica/jornalística do Prof. Janine Ribeiro sobre educação, comparada com uma expectativa de que um ministro deveria ir além dos parâmetros estabelecidos no PNE

Em relação ao item 1):

Para saber sobre o que embasa o slogan “Pátria Educadora”, só lendo o programa de governo da Presidente Dilma, pois até agora não houve a apresentação de nenhum outro plano que o substitua. O plano de governo é uma documentação obrigatória de toda campanha eleitoral para presidente. O programa da Presidente Dilma foi chamado de “Mais Mudanças, Mais Futuro” e diz o seguinte:

“Estamos lançando um novo ciclo histórico de prosperidade, oportunidades e de mudanças.” pg 26

Sobre educação, a partir da pg. 29 o programa apresenta, resumidamente (o texto completo está no final do post), o seguinte:

– estarão gradativamente disponíveis para a Educação 75% dos royalties do petróleo e 50% dos excedentes em óleo do pré-sal,

– universalizar a educação infantil de 4 a 5 anos até 2016,

– ampliar e qualificar a rede de educação em tempo integral, de forma que ela atinja até 20% da rede pública, até 2018,

– com o PRONATEC, garantir a formação plena da juventude brasileira, por meio de um Pacto Nacional pela Melhoria de Qualidade do Ensino Médio, até 2016,

– conceder, no período 2015-2018, mais 100 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras.

Em relação ao ponto 2)

As referências de qualidade do PNE são:

– alfabetizar as crianças até os 8 anos

– subir o ideb para 6,0 no primário, 5,5 no ginásio e 5,2 no ensino médio

– subir a nota média do Pisa para 473

Como já sabemos, o PNE apresenta um choque de gastos que conta com o dinheiro do pré-sal, sem o correspondente choque de qualidade, uma vez que os parâmetros escolhidos são muito baixos. Para explicar porque, detalho o resumo descritivo de cada nível de proficência do Pisa em Leitura.

Veja o que significa o valor 473 (nível 2) em leitura no Pisa (prova aplicada para uma amostra de alunos de 15/16 anos). Na edição do Pisa de 2012 tivemos 49% dos alunos que conseguiram fazer a prova (apenas 80% da coorte) ABAIXO deste nível. Efetivamente chegaram a este nível apenas 30% dos brasileiros, o que significa que eles conseguem:

“. . .  localizar uma ou mais informações, que podem precisar de inferências e de condições variadas. Outras requerem reconhecer a idéia central de um texto, compreender relações ou construir significados dentro de um fragmento limitado do texto quando a informação não é evidente e o leitor deve realizar pequenas inferências. Atividades nesse nível podem incluir comparações ou contrastes baseados em um único elemento do texto. Atividades típicas de reflexão neste nível exigem que os leitores realizem comparações ou várias conexões entre o texto e seus conhecimentos, obtidos pela experiência pessoal ou atitudes.”

Para chegar a 500 pontos, que segundo o MEC, seria (mas não é) equivalente ao valor 6 no Ideb, é preciso alcançar o nível 3, descrito abaixo. É importante compreender que o salto entre os dois níveis caracteriza uma significativa mudança de patamar de complexidade de leitura. Ao contrário do que se imagina, mudar do nível 2 para o 3 não significa acertar mais questões de mesma complexidade, mas acertar as questões de muito maior complexidade. Apenas 15,8% dos alunos brasileiros chegaram a esse nível. A média da OCDE é o dobro.

“Atividades neste nível requerem que o leitor localize e, em alguns casos, reconheça relações entre informações em diversos fragmentos que atendam a múltiplas condições. Atividades de Interpretação requerem que o leitor integre diversas partes de um texto visando identificar uma idéia central, compreender uma relação ou construir um significado de uma palavra ou frase. Devem ser consideradas diversas características em comparação, contraste ou categorização. Frequentemente as informações requeridas não são relevantes ou competem com diversas outras informações, podendo haver outros obstáculos no texto, cujas ideias são contrárias às expectativas ou redigidas de forma negativa. Atividades de reflexão podem requerer conexões, comparações ou explanações, ou podem solicitar que o leitor avalie uma característica do texto. Algumas atividades de reflexão requerem a fina compreensão do texto em relação ao conhecimento cotidiano e familiar. Outras atividades não requerem compreensão detalhada do texto, mas que o leitor considere um mínimo de conhecimento comum.”

Agora perceba o que significa, em leitura, o nível 6 (o mais alto do Pisa) que na escala começa com 698 pontos. A este nível nenhum brasileiro chegou em 2012.

“Atividades neste nível requerem que o leitor realize múltiplas inferências, comparações e contrastes com precisão e detalhamento. Elas requerem que se demonstre uma compreensão completa e detalhada de um ou mais textos que podem envolver integração de informação entre esses. Atividades que requerem que o leitor lide com idéias desconhecidas, na presença de informações concorrentes, e gere categorias abstratas de interpretação. As atividades de Refletir e Avaliar requerem que o leitor delineie hipóteses ou que avalie de forma crítica um texto complexo ou tópico desconhecido, levando em consideração múltiplos critérios e perspectivas, e aplicando interpretações sofisticadas para além do texto. Uma condição presente para exercícios de Acessar e Recuperar neste nível é a precisão de análise e atenção refinada para encontrar detalhes pouco perceptíveis nos textos.”

O item 3 é sobre a expectativa de que o novo Ministro vá além desses padrões.

O Prof. Janine Ribeiro é professor aposentado de filosofia da USP, onde ainda exerce algumas atividades acadêmicas. É muito respeitado na comunidade acadêmica, com um currículo bem abrangente. Sua experiência executiva na área de educação mais recente foi entre 2004-8 na Diretoria de Avaliação da Capes, que é o órgão do governo que “atua na formulação de políticas e desenvolvimento de atividades de suporte à formação de profissionais de magistério para a educação básica e superior”. O relatório de gestão de 2008, último ano em que o professor Janine esteve à frente da Diretoria (a partir da pg. 43), mostra uma evolução positiva das atividades sob sua responsabilidade.

Mas em um artigo do Valor de dezembro de 2014, o Professor Janine diz o seguinte:

“Qualquer um sabe responder quais são os principais ministérios do governo federal ­ aliás, de qualquer governo no mundo atual. São os da área econômica. Só que não. Os ministérios que definem o futuro de um país, que deverão ser decisivos nos próximos anos, e em poucas décadas serão reconhecidos como os principais, são três: Cultura, Atividade Física (como eu chamaria a atual pasta dos Esportes) e Meio Ambiente. [. . .] Cada vez mais, a educação deverá se culturalizar: um, deixando de seguir currículos rígidos; dois, tornando­-se prazerosa; três, criativa.”

Boa sorte, Ministro!

Abaixo o trecho completo do Programa de Governo 2015-18 da Presidente Dilma:

“O novo ciclo de desenvolvimento proposto para o segundo mandato da presidenta Dilma deverá ser lastreado pela Educação. Depois de um período prolongado de democratização do acesso a todos os níveis de ensino, inclusive o técnico e o universitário, chega-se agora à etapa de transformação da qualidade do ensino.

A proposta de investir fortemente na qualidade da Educação e, ao mesmo tempo, ampliar cada vez mais o acesso ao ensino, em todos os níveis – desde as necessárias creches até os cursos mais especializados–, manterá esse setor da vida pública como o responsável pelo êxito das metas de várias outras áreas da administração pública. Vai dar solidez à posição social dos brasileiros que subiram na escala social e estão hoje em posição melhor que a de origem. Continuará a dar chances de ascensão àqueles que ainda permanecem pobres e vai garantir mão de obra na quantidade e qualidade necessárias para sustentar o crescimento do país. Cada vez mais, deverá ser ampliada a produção da Ciência, da Tecnologia e da Inovação necessárias para que o Brasil ingresse efetivamente numa sociedade do conhecimento.

Para essa grande transformação na realidade educacional do Brasil, o governo tomou a iniciativa de destinar os recursos originários da exploração do petróleo, no pré e no pós-sal, para as ações nessa área. No novo governo de Dilma, estarão gradativamente disponíveis para a Educação 75% dos royalties do petróleo e 50% dos excedentes em óleo do pré-sal.

Somados ao orçamento da Educação, que teve considerável aumento em doze anos, os recursos provenientes da comercialização do petróleo oriundo do pré-sal vão tornar realidade o Plano Nacional de Educação (PNE), que o Governo Dilma aprovou sem vetos.

Vamos continuar ampliando o atendimento em creches para universalizar a educação infantil de 4 a 5 anos até 2016. Vamos continuar ampliando e qualificando a rede de educação em tempo integral, de forma que ela atinja até 20% da rede pública, até 2018. Vamos garantir, com o PRONA TEC, a formação plena da juventude brasileira, com acesso ao conhecimento científico e tecnológico, por meio de um Pacto Nacional pela Melhoria de Qualidade do Ensino Médio, até 2016. Vamos conceder, no período 2015-2018, mais 100 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras.

Vamos fazer uma mudança curricular e na gestão das escolas. Vamos enfrentar o desafio de valorizar o professor, com melhores salários e melhor formação.

A política de mudança na qualidade do Emprego também terá forte apoio da educação. A criação de mais 12 milhões de vagas para cursos técnicos até 2015, na segunda fase do Pronatec-2, opera no sentido de qualificar trabalhadores.

Neste novo ciclo histórico, realizaremos as reformas fundamentais para que o nosso país se torne desenvolvido e mais justo. Reformas que só se tornaram possíveis depois desses 12 anos de crescimento econômico com distribuição de renda e inclusão social.”

O que podemos esperar da educação na gestão da Presidente Dilma?

A saída do Ministro Cid Gomes nos mostra até que ponto vai a calculadora de dividendos políticos no atual contexto brasileiro.

É impossível fazer previsões, dada a instabilidade política vigente. Mas podemos analisar alguns elementos do passado e tentar, com eles, estimar o futuro. E o que temos é o histórico do Partido dos Trabalhadores na gestão do MEC, a parte federal da elaboração de políticas públicas educacionais no Brasil.

As duas gestões do ex-Presidente Lula foram de escárnio pessoal com a educação. Seu primeiro Ministro foi o Sen. Cristóvam Buarque, que começou a desenhar um plano de aumento de recursos e de padrões de qualidade, sendo demitido por telefone quando estava de férias em Portugal, depois de apenas um ano no cargo. Seu Ministro mais estável foi Fernando Haddad, que implementou as seguintes políticas educacionais federais:

Universalização da Prova Brasil e consolidação de um sistema robusto e estável de avaliações em larga escala, tanto para a educação básica, quando para a superior.

Criação do IDEB, índice sintético de acompanhamento da qualidade da educação. Acontece que ele escorregou no oportunismo político: deixou o povo brasileiro acreditar que quando o IDEB de uma escola, cidade ou estado chegasse a 6, atngiríamos a média de desempenho dos países desenvolvidos, que era de 500 pontos no Pisa. Impossível isso acontecer, nem que o IDEB chegue a 10. A escala de exigência do IDEB chega, no máximo, ao nível 2 do Pisa, que tem como teto 480 pontos. O que o Pisa demanda para o nível 2 já está muito acima do que demandam as escolas em todo o Brasil. Vamos esquecer tentar chegar ao nível 3 com os parâmetros que temos hoje.

Expansão do ensino superior por meio da terceirização dos serviços para o setor privado. Dados os desafios que ainda enfrentamos na educação básica, me pareceu correta a estratégia de dividir os custos com a iniciativa privada. Por exemplo, para expandir as matrículas no ES e atender a demanda por vagas, não foi necessário o governo gastar com a construção de campi, nem contratar professores que, uma vez na folha de pagamento, sempre nos custos do governo. O problema é que Ministro Fernando Haddad errou feio no desenho desses repasses. Um relatório do TCU de 2009 apontou de forma clara os riscos do Fies e do Prouni. Eles foram ignorados até depois das eleições de 2014 e agora viraram uma bomba política no colo da Presidente.

Claramente, havia um cálculo político na gestão de Fernando Haddad, que fugiu de tudo o que pudesse afrontar a base de apoio do PT, estratégia que foi seguida por seus sucessores. Assim, a prova nacional para seleção de professores foi arquivada, porque dava ênfase ao ensino de conteúdo e não à teoria pura e simples; o currículo nacional foi sufocado, não tendo andado um milímetro e foi feita uma reforma das diretrizes de formação docente claramente para piorar o que já existia, atendendo às demandas do setor acadêmico e sindical, que, no Brasil, estão muito mais amalgamados do que deveriam.

A gestão da Presidente Dilma foi bem diferente na inspiração sobre o tema. Está claro que a Presidente valoriza a Educação em um grau muito mais alto que Lula. O problema é que ela é mal assessorada demais. Quando ela tomou a decisão de gastar caminhões de dinheiro para alfabetizar todas as crianças brasileiras, deixou-se convencer pelo então Ministro da Educação, Aloízio Mercadante que a meta de alfabetizar aos 8 anos era uma boa escolha.

Para o segundo mandato, escolhe Cid Gomes, que tem um inequívoco histórico de gestão competente da educação, em sua cidade Natal Sobral e em seu estado, Ceará. Mas que a disputa política o retirou de cena.

Neste final de semana, aparece a notícia de que ela pediu ao advogado e professor de Direito da Universidade Harvard, Mangabeira Unger, agora à frente da Secretaria de Assuntos Estratégicos, um plano para a educação brasileira. A única referência que temos dele quanto à educação é um documento de 2009, que está no site da Universidade, mas com o brasão das armas da nossa república. Não está assinado por ele, portanto não sabemos exatamente qual sua participação na elaboração do documento e se ele ainda acredita nele. Mas o documento, que está neste link:

http://www.law.harvard.edu/faculty/unger/portuguese/pdfs/06_Educacao1.pdf, diz o seguinte:

Quando ao desafio do federalismo: estabelecimento de metas de qualidade operacional e pedagógica para estados e municípios colaborarem na melhoria da qualidade e de um sistema de monitoramento que inclui uma espécie de intervenção judicial para quem não se adequar

e

Para o ensino médio: a) reestruturação do modelo pedagógico para superar o dualismo entre o ensino propedêutico e profissional e b) expansão da oferta de matrículas da rede de escolas médias federais para um patamar entre 10% das matrículas totais dessa etapa.

Será que a nossa Presidente Dilma vai escolher incluir a pasta do MEC no conjunto de ativos de que ela dispõe para fazer as barganhas políticas que a podem manter no poder daqui para a frente, ou vai isolar a educação da barganha e bater o pé na sua autonomia para escolher uma espécie de Levy da Educação, alguém que resolva construir uma agenda de equidade e excelência como fizeram alguns governos mais progressistas no mundo? Não percam as cenas dos próximos capítulos…..

Regimento e cultura organizacional na escola: um não vive sem o outro (parte 1)

Problemas de disciplina e as escolas. O Brasil tem um dos ambientes escolares mais desorganizados do mundo. O que fazem os sistemas mais organizados?

Ouça aqui o áudio do boletim que foi ao ar dia 9/2/2015 sobre este tema.

O que já tinha sido demonstrado por um estudo comparativo do Prof. Martin Carnoy, da Universidade Stanford, no início dos anos 2000 que deu origem ao livro ” A vantagem Acadêmica de Cuba”, foi confirmado e detalhado pelo relatório preliminar Talis 2013 – Teaching and Learning International Study, que saiu no fim de 2014: os professores brasileiros passam boa parte do tempo de aula tentando acalmar a turma. Isso se dá porque as escolas brasileiras, mesmo as privadas, são muito instáveis institucionalmente. As relações entre as pessoas no ambiente escolar se dão de forma aleatória e a forma mais usual de institucionalizar as relações é pela seleção natural, não pela incorporação de normas claras e eqüitativas – fica quem já vem de casa com comportamento alinhado com o da escola, quem não vem não é “aculturado” por uma instituição escolar sólida, que conhece e fomenta uma cultura organizacional competente.

Fiz uma busca nos sites de algumas das melhores escolas privadas do Rio e de São Paulo. (depois do boletim do dia 9/2/2015, um atento ouvinte da rede de escolas Maristas me informou que as escolas da rede contam com o seu E QUE estão disponível nos sites das escolas – veja aqui um exemplo – a parte sobre a avaliação docente e sobre a disciplina escolar, que estão mais alinhadas com este tema, está nas páginas finais do documento). É raro achar um regimento escolar que esteja disponível no site e que faça parte da estratégia de marketing da escola, apesar de regimento ser o verdadeiro DNA da escola (e não seu prédio e instalações), é uma peça esquecida por muitas. Deve ser muito difícil acontecer de um pai pedir para conhecê-lo antes de fazer a matricula de filho, pois as escolas o tratam apenas como um apêndice jurídico e os pais nem sabem que ele existe. Acontece que o regimento é um excelente instrumento de comunicação de uma comunidade escolar. É a base para a criação e consolidação de uma cultura organizacional própria.

Quando bem feito, é pelo regimento que se percebem-se as prioridades da escola e sua forma de lidar com alunos e professores.  Por exemplo, os critérios de avaliação tanto discente quanto docente, devem estar claramente descritos no documento. Um dos assuntos que costuma ser esquecido são as regras de convivência – o que é aceitável e o que não é para aquele determinado grupo de pessoas. Não basta dizer que a escola respeita a diversidade, é preciso ir além e dizer que, por exemplo, apelidos dados por terceiros não são admitidos, cada aluno e professor escolhe como quer ser chamado. A abordagem eventos comuns como distrações em sala de aula, “cola” e bullying, devem estar previstos em termos de sua tipificação e correção.

Na minha opinião, a explicação para as escolas brasileiras raramente terem um regimento competente é simples e a de sempre: ideologia e ignorância. Há uma certa percepção no Brasil, relacionada a uma ideologia que se julga progressista, de que regras claras são “entulhos autoritários” e que a educação legal é aquela que é espontânea. Por outro lado, há a ideologia conservadora que acha que a escola boa é a que exclui o máximo de gente possível: quanto mais seletivo, melhor. Ambas são equivocadas e antagônicas ao que seja uma escola de qualidade, que acolhe alunos de origens diferentes e os introduz ao mundo institucionalizado no qual todos têm as mesmas obrigações e direitos e cujas relações interpessoais em seu ambiente são necessariamente cordiais e respeitosas.

Com essa ignorância como base, é natural que a comunidade escola fique perdida. Alunos com celulares vendo filmes pornográficos no fundo da sala, bullying na hora do recreio e na internet, beijos escancarados no corredor. Nenhum desses comportamentos é aceitável em um ambiente de trabalho, por exemplo. Porque seria em uma escola?

Seguem os exemplos das escolas estrangeiras

Escolas portuguesas

http://www.csdoroteia.edu.pt/pdfs_2013-2014/regulamento_interno_2013_14.pdf

Ao professor compete:

  • Respeitar os outros, nomeadamente os seus pares, estabelecendo com todos relações de cordialidade e lealdade que excluem o individualismo, a crítica fácil e inconsequente e a quebra de sigilo profissional;
  • Fomentar um clima de boa relação e ajuda dentro e fora da aula, privilegiando o diálogo com todos os intervenientes no processo educativo;
  • Ajudar o Aluno a tornar-se agente ativo do seu próprio crescimento, desenvolvendo nele capacidades de raciocínio, investigação e análise crítica;

http://www.cscm-lx.pt/pagina/regulamento-interno

1) Ser tratado com respeito e correção por qualquer membro da comunidade educativa, não podendo, em caso algum, ser discriminado em razão da origem étnica, saúde, sexo, orientação sexual, idade, identidade de género, condição económica, cultural ou social ou convicções políticas, ideológicas, filosóficas ou religiosas;

Escola britânica em SP

http://www.stpauls.br/school-policies/16295.html

Academic Honesty in the Pre-Prep and Prep Schools In the Pre-Prep and Prep we follow The Golden Rules:

  • We are honest, we don’t cover up the truth
  • We listen to people, we don’t interrupt.
  • We are gentle, we don’t hurt others.
  • We are kind and helpful, we don’t hurt anybody’s feelings.
  • We work hard, we don’t waste time.
  • We look after property, we don’t waste or damage things.

Bullying:

Definition of Bullying: Bullying is the willful, deliberate desire to hurt, threaten or frighten someone else. It is not a one off act, but behaviour that is repeated over time. We believe that people demonstrate bullying or unacceptable behaviour, rather than are bullies. As such, we work to help raise the self esteem of the person demonstrating such behaviour, (low self esteem has been linked very closely to bullying behaviour), and help them to find strategies to cope, without resorting to humiliating others or hurting them. The main types of bullying are: 1) Physical- hitting, kicking, pushing, and damaging another’s belongings. It also includes the deliberate exclusion of a person from a game or activity 2) Verbal- name calling, teasing, talking about another person, criticising their character or values or spreading rumours about them, with the desire to make them feel bad or unhappy. 3) Electronic or `cyber` bullying; sending hurtful or spiteful emails, msns, text messages or phone calls.

Escola francesa em SP

http://www.liceupasteur.com.br/arquivos/files/normas_escolares_2015.pdf

O aluno deverá ter bom comportamento em todas as dependências da Escola, respeitar colegas, professores e funcionários, ter postura adequada e utilizar vocabulário próprio ao ambiente educacional. AGRESSÕES FÍSICAS OU MORAIS E PALAVRAS DE BAIXO CALÃO, BEM COMO ATOS QUE VENHAM A CARACTERIZAR BULLYING SÃO PASSÍVEIS DE PUNIÇÃO. Manifestações ostensivas de namoro, também.