Para entender parte do que penso sobre a construção do novo currículo nacional brasileiro (BNCC)

O tema é complexo, mas não tanto quanto se quer fazer crer. A técnica da cortina de fumaça continua a ser usada por quem ainda quer se esconder atrás de expectativas escolares e educacionais medíocres e difusas.

Especificar os patamares mínimos do que vai ser ensinado em todas as escolas do Brasil é bom para os alunos e para a sociedade brasileira, desde que o façamos com rigor acadêmico, progressão clara, coerência e clareza. Mas é muito ruim para:

Quem escreve livros didáticos e paradidáticos de péssima qualidade. Não são todos os autores, mas há muita coisa chinfrim circulando pelas escolas. Segundo as editoras, quanto mais rastaquera o livro, mais vende. Isso se explica porque o corporativismo colocou como condição de “gestão democrática”, por exemplo, que o PNLD seja escolhido por cada professor, sem que ele seja obrigado a dar satisfação a ninguém por sua escolha. Esse mecanismo perverso já está sendo revisto, felizmente, mas ainda estamos longe de que as escolhas sejam feitas tomando como base fazer alunos e professores trabalharem mais suas cabeças em sala de aula.

Acadêmicos desatualizados e poderosos que se recusam a ler e a publicar em inglês e a estudar o que as ciências da Educação, da Psicologia, as Neurociências e as Ciências Políticas de países desenvolvidos elaboram, descobrem e recomendam. O tal ciclo de alfabetização de 3 anos só existe aqui no Brasil e foi criado por esse tipo de “pensador”.

Aos sindicalistas tacanhos, que só pensam em negociar mais faltas, mais salário, aposentadoria mais cedo e vantagens marginais para seus membros, ao invés que se empenharem em construir uma profissão docente realmente estratégica, com valor social palpável e contribuição efetiva para o desenvolvimento da sociedade brasileira.

Aos preguiçosos de plantão que vicejam na mediocridade, promovendo “ideias” vazias que se transformam em projetos idem, vendendo agendas, produtos e serviços de quinta categoria ao estado brasileiro, que lhes conferem um protagonismo improvável e que roubam da escola pública (e até da privada) o verdadeiro papel de promotor de desenvolvimento social do País.

São esses grupos que permitiram que a tal BNCC já tenha produzido duas versões cujo único destino decoroso é a máquina de triturar papel e o botão DELETE do computador. Temos que fazer um documento sério e de padrão internacional. A entrevista explica isso com mais detalhes e está no site do Instituto Teotônio Vilela. Acesso pelo link:

http://itv.org.br/video/4/25b84f70bb147b0a013911ba8a6a7e62

 

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