Mudanças no ENEM: minha opinião…

No dia 18/1, quarta feira passada, o MEC abriu uma página na internet para uma consulta pública sobre mudanças no ENEM. Cada pessoa que se propuser a participar deverá informar seu email e cpf e responder a 3 perguntas objetivas e uma aberta, esta para sugestões adicionais.

Entrei no site hoje e deixei lá minhas respostas, que gostaria de compartilhar com os ouvintes da CBN e leitores do blog, assim como as minhas justificativas.

PERGUNTA 01. A aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio deverá:

a) manter o formato atual (2 dias) ou

b) ser realizada em um único dia (Até 100 questões e redação, com 5h30 de duração).

Hoje o ENEM consta de 180 questões que cobrem 4 áreas, sendo 45 por cada uma (Humanas, Natureza, Linguagem e Matemática), além de uma redação, divididas em 2 dias consecutivos de prova: sábado e domingo.  

A prova do ENEM é o componente de política pública com maior influência no que é ensinado nas escolas no Brasil, principalmente no ensino médio. Isso se dá porque o resultado das provas pode ser usado tanto para obter um diploma de conclusão da última etapa da educação obrigatória, quanto para selecionar para o vestibular, o que alinha o interesse do aluno em aprender pelo menos um pouco, de forma a seguir com sua vida de trabalho, curso técnico ou superior. 

O Ministro justifica a opção de fazer em um só dia para economizar recursos (e também já anunciou a separação dos exames – um para seleção do ES e outro para dar o diploma aos maiores de 18 que não tiverem concluído o EM regularmente). A aplicação de provas em larga escala é uma atividade custosa quando se pensa no volume de gente que participa, embora o custo individual não seja alto para o benefício individual e coletivo que materializa. Leiam notícia abaixo, segundo o site G1 de 9/9/2016: 

De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), a previsão orçamentária para o Enem 2016 é de R$ 788.345.024, o maior valor absoluto autorizado a ser empregado na realização do exame. Com as 8,732 milhões de inscrições, o MEC arrecadou R$ 136,2 milhões, o que também representa o maior valor da série. Em média, se descontado dos gastos o a arrecadação com inscrições, o custo médio por aluno será de R$ 74,67 neste ano.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/enem/2016/noticia/mais-caro-da-historia-enem-2016-bate-recorde-na-arrecadacao-com-inscricoes.ghtml

A minha opinião é que o ENEM deveria ter duas fases, como é o vestibular da FUVEST, por exemplo: uma apenas com questões objetivas, ou seja, de múltipla escolha, e uma segunda, para quem obtiver uma nota mínima na primeira, aí com respostas dissertativas. Ambas podem ser feitas por computador (o que responde a PERGUNTA 3 da consulta pública).

A primeira etapa de provas poderia servir aos dois objetivos (seleção para o vestibular e certificado de conclusão para o EM) e já baratearia o processo por ser feito em computador e por diminuir substancialmente o número de pessoas que faz a segunda. A produção de itens de prova, que são “queimados” com as provas físicas também seria barateada pois os itens poderiam ser reutilizados no caso de se fazer por computador. Isso é apenas uma hipótese porque a segurança envolvida em algo dessa natureza, para não tirar a credibilidade das questões seria algo bem mais complexo, que teria de ser avaliado e implementado com muito cuidado e parcimônia. 

PERGUNTA 02. Caso o Exame continue sendo aplicado em 2 (dois) dias, qual formato deverá ser adotado, mantendo a redação para qualquer um dos dois formatos. São 3 opções:

1.                    aplicação no domingo e na segunda-feira, sendo esta feriado escolar – na minha opinião não resolve porque há gente que trabalha e que quer fazer a prova sem que sua empresa saiba, por exemplo 

2.                    aplicação em dois domingos seguidos – dificulta a vida de quem ter que deslocar de cidade para fazer a prova, apesar de a prova ser aplicada de maneira pulverizada no país. São mais de 1700 municípios, mas o Brasil tem mais de 5 mil… Mas esta seria minha opção, sendo que as duas fases deveriam ser mais espaçadas, não em fins de semana subsequentes… 

3.                    manter o formato atual (sábado e domingo).

PERGUNTA 3 – Você acha que a aplicação do Enem deverá ser realizada em computador? Sim/Não. Sim, acho que já há tecnologia para tal. A prova do Pisa de 2018, por exemplo, já será feita inteiramente por computador. 

PERGUNTA 4 – Por fim, deixe sua sugestão para aprimoramento do Exame. (o texto deverá conter no máximo 300 caracteres)

A minha sugestão é que a prova exija dos alunos mais mobilização cognitiva, fazendo com que eles escrevam textos para responder questões mais complexas, dissertativas, e que a redação tenha critérios mais claros, uma grade detalhada e pública, que em inglês se chama rubric, para que todos aprendam mais o que se espera de uma redação e o processo ganhe em transparência e em credibilidade. Para conhecer o que é um rubic, clique aqui.

Precisamos de uma sociedade “educógena”

A expressão famílias educógenas foi utilizada pela primeira vez por Jean Floud, em 1961, no texto”Social Class Factors in Educational Achievement”, editado pela OCDE. A meu conhecimento, o único pesquisador brasileiro a fazer menção a ela é CASTRO (1976) que a define como famílias que se caracterizam por oferecer certo tipo de ambiente familiar favorável à educação (p. 73). Esse autor reconhece, entretanto, o caráter vago dessa noção no texto original da OCDE, mas ressalta a conclusão da autora inglesa de que esse tipo de família vai de tornando mais freqüente conforme se sobe na escala social.

NOGUEIRA, Maria Alice. A categoria” família” na pesquisa em sociologia da educação: notas preliminares sobre um processo de desenvolvimento. Revista Inter-Legere, v. 1, n. 9, 2013. (pg. 157)
Por causa da constatação de que o perfil educógeno das famílias (o qual apresenta alta correlação com a renda, mas não dependente dela, como se vê acima) pode ter um efeito no desempenho dos alunos para além das escolas, as provas padronizadas costumam submeter os alunos que as respondem a questionários de cunho sociológico para identificar este componente (família educógena) e separá-lo do efeito da escola.
Isso se dá para que possa ser feita uma avaliação mais justa das escolas e da diferenciação entre elas, inclusive nos famosos rankings. Portanto, é importante conhecer o perfil de seus alunos. Quanto mais famílias educógenas em uma escola, maior a chance de um desempenho médio mais alto, pois mais famílias dão sua contribuição material e comportamental para o sucesso acadêmico de seus filhos.
É por isso, por exemplo, que o Inep divulga o ENEM por escola por faixas de Nível Sócio Econômico (NSE).
Mas para se determinar isso em larga escala, foi preciso traduzir essa percepção em perguntas de questionário. As provas padronizadas no Brasil também adotam essa prática, embora sejam mais concentradas em avaliar a renda do que a prática educógena ou anti-educógena das famílias.
Resolvi usar os questionários do Pisa, que acho mais abrangentes e lógicos para esse propósito, e fazer uma comparação. Em primeiro lugar então, vamos ver o que é que o pessoal do Pisa resolveu perguntar aos participantes do exame, para além dos itens de conforto e conexão com o mundo que são mais comuns nos questionários brasileiros, com foco maior na determinação da renda das famílias:

Próprio quarto
Software educacional
Internet
Dicionário
Lugar tranquilo para estudar
Escrivaninha
Livros de texto
Literatura clássica
Poesia
Obras de arte
Quantos livros em casa
Instrumentos musicais

Fiz uma comparação entre países da Europa e América do Norte e os da América Latina participantes do Pisa e reforcei o que já esperava: os alunos de países desenvolvidos contam com domicílios muito melhor preparados para o bom desempenho escolar que os da América Latina. Todos esses itens estão relacionados a enormes diferenças de desempenho quando o aluno responde sim ou não sobre tê-los à disposição em casa. O que faz mais diferença é a quantidade de livros em casa: a diferença em ter poucos (0-15) e mais de 500 livros. Nos países da Europa e Am. do Norte a diferença é entre os dois extremos é da ordem de 100 pontos, na Am. Latina é bem menor, em particular no Brasil e no México, assim como é menor a proporção de famílias com muitos livros em casa, de acordo com a resposta dos alunos. É possível que famílias de renda mais alta até tenham livros em casa, mas os alunos não os lêem!

Não é só uma questão de renda, mas de cultura e valorização de hábitos acadêmicos. As famílias brasileiras precisam mudar de hábitos para poderem esperar mais de seus filhos do ponto de vista acadêmico e também para poderem exigir mais do governo!

 

Link para a nova documentação curricular de Sobral, CE

Para quem se interessar, segue o link para baixar a nova documentação curricular de Sobral. A cidade que conseguiu estruturar a melhor rede de ensino do Brasil, agora quer buscar novos horizontes e aí está o plano de trabalho.

Comentários são muito bem vindos!

http://www.sobral.ce.gov.br/site_novo/sec/educacao/index.php/curriculos

Mapa do tesouro: encontre o novo currículo de Sobral

Na semana passada, dedicamos o Missão Aluno e o blog a divulgar o relatório completo do Pisa 2015 produzido pelo Inep, explicando EM PORTUGUÊS, PELA PRIMEIRA VEZ, como funciona o exame e trazendo dados detalhados não só sobre o Brasil, mas de uma seleção interessante de países participantes, de forma a permitir comparações mais profundas.

A partir de uma leitura atenta do relatório, para quem ainda não conhecia, pode-se finalmente entender o que o exame mede e o que considera como minimamente aceitável para se viver de maneira funcional no século XXI nas áreas de Ciências, Compreensão de Textos e Matemática, que é o que a OCDE (organizadora da iniciativa) classifica de Nível 2. Os alunos dos países da OCDE apresentam desempenho médio no nível 3, mas também um contingente expressivo de alunos acima do Nível 4, em geral maior que 15% (no Brasil esse número é menor que 1%). Esse mix é o mais importante de ser analisado, o ranking é apenas a ponta do iceberg. Mas aqui no Brasil, como a média de compreensão de textos é abaixo do Nível 2, ou seja, como nossa população é analfabeta funcional, o debate fica apenas na superfície mesmo.

A leitura atenta desse relatório pode permitir um aprofundamento do debate público, que é o que ajuda a formar novas políticas educacionais, porque aumenta o nível de percepção da população em relação às causas do nosso atraso educacional e das possibilidades de solução, já adotadas em outros países.

Vejam essa impressionante tabela que mostra a distribuição dos alunos de alto desempenho no Pisa entre os países participantes – 75% dos talentos acadêmicos que estão sendo produzidos no mundo (entre os 70 países participantes do Pisa) estão nos EUA, China, Japão, Alemanha, Vietnam, Reino Unido, Coreia, França e Rússia!!!

  Número de alunos com desempenho alto Percentagem de alunos com desempenho alto % Acumulado
N %
Estados Unidos 300156 21,7% 21,7%
B-S-J-G (China) 180717 13,1% 34,8%
Japão 174335 12,6% 47,5%
Alemanha 78528 5,7% 53,2%
Viet Nam 72219 5,2% 58,4%
Reino Unido 68247 4,9% 63,3%
Coreia 60335 4,4% 67,7%
França 58691 4,3% 72,0%
Russia 41977 3,0% 75,0%

Mas o que mede o Pisa? Para facilitar, farei a análise apenas para Compreensão de Textos:

Letramento em leitura…
O termo “letramento em leitura” é preferível a “leitura” porque pode informar com maior precisão, a um público não especializado, o que o PISA está medindo. Em geral, entende-se como “leitura” a simples decodificação ou mesmo a leitura em voz alta, enquanto a intenção dessa avaliação é medir algo mais abrangente e mais profundo. O letramento em leitura inclui grande variedade de competências cognitivas, entre as quais estão a decodificação básica, o conhecimento das palavras, da gramática e das estruturas e características linguísticas e textuais mais abrangentes e o conhecimento de mundo. (pg 92 do Relatório)

… refere-se a compreender, usar, refletir sobre…
A palavra “compreender” está de fato conectada com a “compreensão da leitura”, um elemento bem-aceito de leitura. “Usar” diz respeito à noção de aplicação e função – fazer algo com o que lemos. “Refletir sobre” foi adicionado a “compreender” e “usar” para enfatizar a noção de que ler é um processo interativo: os leitores fundamentam-se em seus pensamentos e experiências ao envolver-se com o texto. É claro que cada ato de leitura exige alguma reflexão, embasada em informação externa ao texto. Mesmo em estágios mais iniciais, os leitores apoiam-se em conhecimento simbólico para decodificar um texto e precisam ter noção do vocabulário para construir um significado. Uma vez que desenvolvem suas bases de conhecimento, experiências e crenças, em geral, de modo inconsciente, eles estão sempre testando o que leem ao fazer comparações com o conhecimento externo e, assim, revisar e rever  continuamente sua percepção do texto. (idem pg. 93)

O que são o Nível 3 e 2 do Pisa?

Nível 3 do Pisa
Nesse nível, as tarefas requerem que o leitor localize e, em alguns casos, reconheça a relação entre vários fragmentos de informação que devem satisfazer múltiplas condições. Tarefas interpretativas exigem que o leitor integre várias partes do texto a fim de identificar a ideia principal, entender a relação ou construir o significado de uma palavra ou oração. O leitor deve considerar muitas características textuais ao fazer comparações, diferenciações e categorizações. Em geral, a informação exigida não é relevante, há muita informação concorrente ou o texto apresenta outros obstáculos, tais como ideias contrárias à expectativa ou formuladas de maneira negativa. Tarefas reflexivas nesse nível podem solicitar correlações, comparações e explicações ou exigir que o leitor avalie uma característica do texto. Algumas exigem que o leitor demonstre uma compreensão refinada do texto em relação a conhecimentos do cotidiano. Outras tarefas não requerem uma compreensão detalhada do texto, mas pedem que o leitor explore um conhecimento menos comum.
Nível 2 do Pisa
Nesse nível, algumas tarefas requerem que o leitor localize um ou mais fragmentos de informação, que podem ter de ser inferidos ou satisfazer diversas condições. Outras exigem o reconhecimento da ideia principal em um texto, o entendimento de relações ou a construção de significado dentro de uma parte específica dele quando a informação não é proeminente e o leitor deve fazer inferências de nível baixo. Tarefas nesse nível podem envolver comparação ou contraste com base em uma característica única do texto. Tarefas típicas de reflexão exigem que o leitor faça uma comparação ou diversas correlações entre o texto e o conhecimento externo, explorando sua experiência e atitudes pessoais. (ibidem pgs 101 e 102)

Bem, já está ficando claro que parte da solução estará no novo currículo, SE E SOMENTE SE este documento fizer proposições pedagógicas minimamente desafiadoras. Vamos deixar claro de uma vez por todas: não é que os alunos brasileiros sejam burros. É que eles não são quase nada desafiados por suas escolas, professores e famílias!!

Para resolver esse terrível problema, o Município de Sobral, melhor rede pública de ensino do Brasil, acaba de produzir sua nova documentação curricular desde a educação infantil até o fim do ensino fundamental para Língua Portuguesa e Matemática. Leiam primeiro, ANTES de começar a reclamar porque não tem Ciências e outras disciplinas, ok?

Quando fizemos o de LP, por exemplo, decidimos que colocaríamos o equivalente ao Nível 3 para o 9º ano e o equivalente ao Nível 2 no 6º. Em Ontário, por exemplo, o Nível 3 é proposto no 6º ano. Chegamos lá ainda….

O currículo estará disponível no site da Secretaria Municipal da Educação de Sobral a partir de amanhã, ou, escrevam para mim e peçam pelo email: ilona@exequi.com

Boa leitura e, principalmente ânimo e energia para quem ousar implementá-los.

Vamos ler o relatório do Pisa 2015 em Português?

Na semana passada, o Brasil conheceu os resultados da mais recente edição do Pisa, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que aplica provas de Compreensão Leitora, Matemática e Ciências em alunos de 15 anos em 70 países.

 A prova foi feita em 2015 e os resultados do desempenho dos alunos por país e algumas das informações complementares como gastos com educação, condições de ensino et c. foram divulgadas. É só o começo de uma infinita produção acadêmica dentro e fora da OCDE (que organiza a iniciativa) sobre esse enorme e relevante levantamento de informações educacionais em nível mundial.

 Um fato interessante e diferente nesta edição foi que a imprensa brasileira participou de forma muito mais profunda e organizada da divulgação dos dados. O MEC e INEP estavam mais preparados e foram muito mais transparentes nos comentários que apresentaram aos jornalistas. Um ótimo contraponto ao tradicional “a foto é ruim, mas o filme e bom” que saíam nos releases do MEC e depois eram repercutidos na imprensa sem contestação.

 Entretanto, a resposta dos formadores de opinião ficou na superficialidade de sempre. Quem tem paciência de ler esse tipo de relatório em sua integridade? Muita gente embarcou na ladaínha “temos o que comemorar”… Mesmo que desta vez, até o Ministro tenha dito que era pra ficarmos todos com vergonha. Mesmo que para ele seja mais fácil apontar coisas negativas na obra de seus antecessores, foi uma boa deixa para fazermos análises um pouco mais profundas.

 Mas é inaceitável que a repercussão mantenha essa linha irresponsável de colocar panos quentes nas barbaridades que o Pisa revela. Enquanto praticamos o auto engano, sem ter coragem de admitir que ajudamos a acobertar a inércia, os países desenvolvidos estão disputando não as posições no ranking, mas a fatia de alunos que conseguem produzir acima do nível 5 do Pisa, que aqui no Brasil ninguem nem sabe o que significa.

 O Pisa é muito mais que uma prova. É uma usina monumental de produção de dados, informações e análises de políticas educacionais. Transformou-se nesses 15 anos de existência em uma referência inesgotável de perspectivas do tema. O pisa não tem certo ou errado em termos de dados, tem os dados, ponto. Quem quiser analisá-los e até criticá-los, precisa, antes, conhecê-los. 

A vergonha alheia no Brasil não fica só nas opiniões superficiais divulgadas na imprensa. Ficam também nas escolas de educação que criticam e fazem desdém com a iniciativa, sem conhecer o mínimo, nem que seja para conseguir explicar o que a iniciativa é capaz de apresentar.

 Nesse cenário de mediocridade profissional dos educadores, é óbvio que o efeito Pisa nunca ocorreu no Brasil. O EFEITO PISA é a resposta estruturada às informações que o Pisa revela de maneira comparada, a introdução de novas políticas educacionais com preocupação com a excelência E COM a equidade, a maior transparência das decisões educacionais e o nível crescente de detalhe e de profundidade no debate público via imprensa e mídias sociais.

 A melhor notícia sobre o Pisa no Brasil passou batida até agora. É o relatório detalhado que o MEC produziu tanto sobre a iniciativa em geral, quanto sobre o que é relativo ao Brasil como um todo e as subunidades federativas. É obrigatória a leitura do relatório por quem cobre e analisa o tema na imprensa, por quem quer ser professor e por quem produz pesquisa na área educacional.